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15 Abril

Flakka, a nova droga que preocupa autoridades e já causou dezenas de mortes

Escrito por  Fonte Externa

Droga causa sensações semelhantes às do ecstasy, porém com maior itensidade.

Uma versão mais poderosa e viciante de drogas estimulantes tem deixado em alerta as autoridades dos EUA. A flakka é uma versão sintética da catinona, um estimulante semelhante ao ecstasy, porém com um efeito de excitação e euforia muito mais potente. As catinonas, por sua vez, são derivadas da planta khat, que cresce no Oriente Médio e na Somália, e são utilizados na produção dos "sais de banho", outro tipo de droga sintética muito comum nos EUA.

A droga, vendida nas ruas da Flórida por apenas cinco dólares a dose, pode ser injetada, inalada, ingerida ou fumada. Alguns usuários chegam a combinar com outras drogas, como o ecstasy, potencializando ainda mais os efeitos. E basta apenas uma dose para se ter uma alteração bastante intensa nos batimentos cardíacos, acompanhado de mudanças no comportamento como agressividade e psicose, e aumento da temperatura corporal, que chega a mais de 40 graus.

Além disso, há uma descarga de adrenalina e a pessoa desenvolve uma grande força. Em casos relatados pela polícia americana, às vezes é preciso quatro a cinco policiais para tentar controlar o usuário. Por ser um estimulante muito potente, seu poder viciante acaba também por ser maior.

Alguns usuários relatam estar fugindo de furacões sob o efeito da droga. Em outra situação um homem acabou empalado por uma grade enquanto tentava escapar de assassinos imaginários. A maioria fica em estado psicótico e chegam a rasgar as roupas, correndo por toda parte, com comportamento agressivo por conta das alucinações. Na rede social Youtube é possível ver diversos vídeos de usuários sob o efeito de flakka.

Assim como a cocaína e a metanfetamina, a flakka causa uma sensação de cansaço ou depressão após o término do seu efeito, fazendo com que o indivíduo volte a utilizá-la para se sentir melhor. E, também como a cocaína, a flakka causa uma alteração na estrutura cerebral de forma que faz com que os usuários necessitem de uma dose cada vez maior para se obter o mesmo efeito.

A droga parece ter surgido em 2010. Em 2012 foram notificados 85 casos, e em 2014, 670 casos. Apesar de ter ganhado as ruas em 2010, a flakka é um derivado do alfa-PVP, substância criada pela indústria farmacêutica na década de 60, mas que entrou na lista de substâncias proibidas somente em 2014, por serem o ingrediente ativo de muitas drogas ilícitas, como os "sais de banho".

Nos EUA, 132 pessoas morreram em 2013 em casos relacionados ao consumo de flakka. Dessas, 31 possuem a mesma como causa direta da morte. E, apesar dos dados divulgados serem somente da Flórida, principalmente no sul, especialistas acreditam que a flakka já tenha atingido uma área muito maior, porém muitas vezes é confundida com MDMA ou outro estimulante, dificultando na divulgação de dados estatísticos mais precisos. Na Europa, foi apreendida recentemente mais de uma tonelada do produto. No Texas também já foram apreendidas algumas porções do "cascalho", nome como é conhecida a substância no local. Como o fluxo de brasileiros que vão ao sul da Flórida é grande, é bem provável que a flakka já tenha chegado por aqui também.

O problema das drogas sintéticas é que os fornecedores parecem estar sempre um passo à frente dos órgãos. A cada nova substância proibida eles surgem com novas versões dessas mesmas drogas, e normalmente, com efeitos cada vez mais potentes e viciantes.

Jeferson Machado Santos.
CRF-SE: 658.

Farmacêutico pela Universidade Federal de Sergipe - UFS.
Habilitação em Bioquímica Clínica pela Universidade Federal de Sergipe - UFS.
Especialista em Administração de Empresas pela FIJ-RJ.
Especialista em Farmacologia e Interações Medicamentosas pela Uninter-IBPEX.

Fonte: itnet

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