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06 Abril

Maconha é a droga mais prejudicial

Escrito por  Fonte Externa

Toxicologista e diretor médico e científico de um laboratório de análises toxicológicas, Anthony Wong, de São Paulo, enxerga na maconha a droga mais perigosa, por seu potencial atrativo para a população mais jovem, bem como os impactos no futuro. “Ela acaba com a perspectiva de vida daqueles que são o futuro do nosso país”, afirma o especialista em drogas.

Por outro lado, Wong destaca o álcool como a droga mais prejudicial. “É ela que tem mais potencial destrutivo. Torna as pessoas violentas, causa acidentes, mata mais.” Em um mundo em que o medo do crack cresce constantemente, ter conhecimento de que maconha e álcool ainda são as substâncias que mais afetam a população, pode ser chocante.

O toxicologista palestrou no Senac Jundiaí no final de maio com foco em empresas. “Nosso laboratório tem um programa para corporações que queiram identificar os usuários de drogas dentre seus funcionários. Isso requer, no entanto, um programa de bem-estar profissional, em que o funcionário identificado como dependente receba apoio da empresa para se livrar das substâncias. E o empregador se compromete em não mandá-lo embora, obviamente, mas sim auxiliá-lo.”

Da sua experiência, podemos dizer que o consumo de drogas é cada vez maior no Brasil?

Anthony Wong - O consumo é, sim, cada vez maior. Basta analisar fatos: em 70% das vezes, os acidentes graves estão associados ao consumo de álcool ou drogas. E muitos envolvidos, inclusive, com crack. Vale ressaltar, por exemplo, que em épocas de recessão, como a de agora por exemplo, as pessoas bebem mais, usam mais drogas, ficam mais dependentes, tudo para fugir da realidade em que estão.

É um ciclo que se repete. Todos, hoje em dia, parecem estar com tanta pressa, de modo que as crianças não têm tempo para os pais e os pais não têm tempo para as crianças. Nesse meio, nasce o abuso da droga. E essa droga está constantemente associada à violência. O bairro em que há crack, não tem sossego. E tudo porque não há a formação do amor. Não quero ser piegas. Mas tanto o tratamento quanto a prevenção do uso de drogas passa por amor, demanda preocupar-se com os outros, isso sempre deve ser feito com esse intuito.

A parte afetiva é muito importante. Cada pessoa tem sua droga, para alguns é o crack, o álcool, a maconha. Outros pode ter isso no jogo, no amor. Como toxicologista e dono de um laboratório, eu vejo cada exame de uma forma diferente. Não critico quem eu identifico como positivo. Eu vejo de que forma posso ajudar a pessoa a sair dessa enrascada.

Quais as drogas mais visadas pelos usuários e mais preocupantes no cenários atual?

A droga que dá mais prejuízo é, sem dúvidas, o álcool. Ele gera violência, mata, acarreta problemas ao fígado e outros aspectos da saúde. É a mais devastadora. Por outro lado, a droga mais perigosa para os jovens é a maconha. Ela acaba com a perspectiva de vida, deixa a pessoa sem vontade de ter novas experiências de seguir em frente.

A maconha aumenta a chance de suicídio em 3 e às vezes até 4 vezes. E o mais preocupante de tudo: 60% dos jovens brasileiros já usaram. É uma quantidade gigantesca para aqueles que serão os homens e mulheres do futuro, que tocarão o país.

No local de trabalho, é comum haver muitos usuários? Isso acarreta problemas?

Sim, é comum. Em setores financeiros, por exemplo, demos um dado de que 26% do pessoal faz uso de alguma substância química. Em empresas de outros setores, varia de 8%, 12%. No setor de transportes também é muito alto o número de usuários. E isso pode acarretar problemas, principalmente se o funcionário faz uso dessas drogas dentro da empresa. Isso pode levar a acidentes, diminuição de produtividade.

Como faz para a empresa ter uma diminuição de incidência de uso de drogas? Palestras são interessantes, ajudam. Mas as pessoas só realmente correm menos quando sabem que há um radar, então a inclusão de obrigatoriedade de exames toxicológicos, inseridos dentro de um plano de bem-estar do funcionário, é uma possibilidade.

O programa visa segurança, produtividade, ambiente seguro e saúde. Esse programa é estabelecido para beneficiar os 95% - 80% que não usam drogas, mas que são prejudicados pelos demais que usam e causam acidentes. Vale lembrar que todos precisam ser testados, desde o presidente da empresa. E a adesão tem sido muito boa. Pouquíssimos funcionários se negam.

E quais os resultados?

São realmente interessantes. Em uma das indústrias parceiras conseguiram reduzir em um ano 97% dos acidentes de trabalho, 91% das faltas, 88% dos problemas disciplinares, 93% dos erros. E de cada R$ 1 investido no programa, a economia gerada depois de dois anos é de R$ 12 por causa dessas reduções.

Como identificar o uso de drogas? Um exame comum de sangue é o suficiente ou precisa de algo mais elaborado?

O exame de sangue tem o mesmo resultado que um etilômetro (bafômetro). Ele indica o uso momentâneo, mas não o uso contínuo ou a intensidade do uso. Desta forma, é um exame obsoleto para determinar o grau de dependência da pessoa. Para uma empresa que está investindo num programa de auxílio a usuários de entorpecentes e para prevenção, por exemplo, seria obsoleto.

A melhor matriz é a urina, com ela é possível identificar quanto tem sido consumido. Por exemplo, se a pessoa usou uma vez a droga, vai demorar uma semana para ela sair do organismo e, consequentemente, em até uma semana ela aparecerá no exame de urina. Se usar por um período de alguns meses, três vezes por semana, demora um mês para sair do sistema. E se usar todos os dias, ela precisará de pelo menos dois meses sem consumir para que o exame de urina não aponte nenhum traço de droga.

A saliva é uma base quase tão boa quanto a urina, mas ainda não suficiente. Um mito é de que o fio de cabelo seria uma boa base para análise. Não é. Para que amostragem de droga saia no cabelo a pessoa precisa consumir em muita quantidade e demoraria pelo menos um mês para o cabelo crescer.

Os resultados são sempre confiáveis? E a partir deles quais medidas podem ser tomadas?

Nem sempre o resultado é oficial. Pode ser um falso positivo caso a pessoa faça uso de alguns remédios. Por isso todos os exames positivos são encaminhados para o médico da empresa que o contratou. A partir daí, o médico terá a responsabilidade de averiguar se a pessoa esteve internada, se faz uso de alguma medicação controlada e quaisquer outros fatores que possam levar a um falso positivo.

Essa investigação é o primeiro passo após a identificação de um possível abuso de substâncias químicas. Depois disso a empresa devera tomar outras iniciativas. Quem faz uso de drogas ou abusa de substâncias alcoólicas não está contente com isso. Ele sabe que é dependente e se odeia por isso. Geralmente já perdeu tudo, a família se afastou, está indo mal no trabalho. Querem desesperadamente ser salvos. Quando a empresa oferece uma tábua de salvação, muitos aceitam, agradecidos.

Fonte: JJ

Lido 347815 vezes Última modificação em Segunda, 06 Abril 2015 15:53
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